Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

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A previdência privada vem sendo amplamente explorada pelos brasileiros, principalmente após as notícias sobre mudanças na aposentadoria oficial do governo e instabilidades econômicas que vivenciamos em nosso país.

Ela, sem dúvida, é uma excelente opção de investimento a longo prazo, que garante ótimos retornos e certo grau de tranquilidade quando a pessoa desejar parar de trabalhar.

No entanto, a transparência e a informação não são características muito presentes nesse tipo de aplicação. Sendo assim, alguns cuidados devem ser tomados para que o investimento não se transforme em uma grande dor de cabeça para você.

Foi pensando nisso que resolvemos escrever este artigo contendo 5 cuidados que você deve ter ao contratar um plano de previdência privada. Confira!

1. Fique de olho nos regimes de tributação

Quando uma pessoa vai contratar um plano de previdência privada, ela pode optar por dois tipos de regimes de tributação: regressiva e progressiva.

É muito importante que o segurado fique atento a esta questão, pois, se a escolha for feita de forma errada, todo o rendimento da sua aplicação pode ser comprometido.

Na tabela progressiva, o desconto no percentual de 15% do imposto de renda ocorre no momento do resgate da previdência privada, no entanto, esse percentual pode chegar até 27,5% de acordo com o valor mensal resgatado.

A alíquota do tributo segue a tabela progressiva do imposto de renda da pessoa física, portanto, poderá aumentar quanto maior for o resgate.

No caso da tabela regressiva, a alíquota do imposto de renda aplicada é de 35%, no entanto, ela reduz para até 10% quando o período de aplicação chega a 10 anos. No regime regressivo, o imposto de renda é pago no momento do resgate.

Portanto, o tempo de aplicação deve ser um fator determinante para selecionar o regime de tributação adequado para o seu plano de previdência privada.

2. Tenha em mente qual a forma de resgatar a aplicação

Quando um segurado cumpre o período determinado na contratação do plano de previdência privada e deseja resgatar o valor aplicado, ele tem duas alternativas: retirar o montante de uma só vez ou optar pela renda vitalícia, recebendo determinada quantia mensalmente.

Antes de tomar qualquer decisão, você precisa saber quais são as suas necessidades e traçar os objetivos que pretende alcançar com o investimento realizado.

Você precisa definir se vai contratar um plano de previdência privada para resgatar o dinheiro integralmente para investir em outros negócios ou deseja receber determinado valor mensalmente como uma forma de aposentadoria.

Caso opte pelo primeiro caso, você receberá, de uma só vez, todo o valor investido acrescido dos juros acumulados ao longo dos anos e deduzido o percentual referente ao imposto de renda.

No caso da renda vitalícia, o segurado terá um valor fixo mensal que é definido no momento da contratação do plano de previdência privada.

Caso ele venha a falecer, o seu cônjuge terá direito sobre os valores provenientes da previdência privada, caso essa possibilidade esteja firmada em contrato, devendo ele também arcar com os descontos que, porventura, possam ocorrer.

3. Defina o melhor plano de previdência privada

Existem dois planos de previdência privada que são mais utilizados pelos brasileiros: o plano Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) e o Programa Gerador de Benefícios Livres (PGBL).

Para entender as diferenças entre os planos é necessário conhecer a forma como a previdência privada se constitui.

Basicamente, existem duas fases: a acumulação e o recebimento. A primeira trata-se do período em que você realiza os pagamentos mensais com o objetivo de aumentar cada vez mais o montante aplicado.

A segunda, trata-se simplesmente do período em que você começa a ser remunerado, podendo optar por receber integralmente ou em parcelas vitalícias, como já mencionamos.

No entanto, a principal diferença entre os dois planos ocorre na fase de acumulação. O plano PGBL permite que o segurado utilize o valor pago mensalmente como débito dedutível do imposto de renda, informando o valor em sua declaração, desde que o valor não ultrapasse 12% da renda bruta anual.

Tal benefício não é permitido no plano Vida Gerador de Benefícios Livres.

4. Conheça as taxas cobradas

Em geral, a rentabilidade da previdência privada costuma ser maior que a poupança, no entanto, existem instituições que cobram taxas tão elevadas que são capazes de debilitar a capacidade de rendimento do plano escolhido, tornando-o, inclusive, menos vantajoso que a própria poupança.

Independentemente do plano escolhido, duas taxas incidirão sobre a sua aplicação: a de carregamento e a de administração. A primeira fica limitada a um percentual de 10% sobre o total da aplicação, e a segunda pode variar de 1% a 5% ao ano.

Sendo assim, é fundamental que você pesquise antes de adquirir um plano de previdência privada. Existem várias instituições seguradoras e bancos no mercado, busque sempre aquelas que oferecem as melhores taxas.

5. Conheça os fundos que você pode investir

Os valores que você aplica mensalmente na previdência privada são destinados a alguns fundos de investimento disponíveis no banco ou instituição seguradora que você contratou o plano.

Ou seja, o dinheiro pago mensalmente é usado pelo banco para realizar suas operações financeiras e, em troca dessa, utilização ele lhe paga um valor correspondente aos juros. Sendo assim, é importante que você conheça a rentabilidade do fundo que você vai aplicar em seu plano.

Um dos grandes diferenciais da previdência privada é que você pode escolher um fundo de investimento que se adéqua exatamente ao seu perfil, podendo selecionar aqueles de renda fixa ou até mesmo variável, o que pode ser bastante atrativo para quem mantém seu foco no médio ou longo prazo.

Sendo assim, quando você for contratar um plano de previdência privada, selecione aqueles que oferecem pelo menos duas opções de fundos para aplicar o seu dinheiro. Isso refletirá diretamente na rentabilidade do seu investimento.

Gostou deste artigo sobre os 5 cuidados que você deve ter ao contratar um plano de previdência privada? Ficou com alguma dúvida ou tem algo a acrescentar ao conteúdo? Então, deixe um comentário! Seu feedback é muito importante para nós.

Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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