Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

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Como anda o diálogo financeiro dentro de sua casa?

Você sabia que qualquer planejamento de vida implica diálogo, certo? É muito importante abordarmos esta questão porque, apesar de parecer simples, muitas pessoas não conseguem parar sequer alguns minutos por dia para conversar de forma franca e transparente. Como isso tem ocorrido na sua casa, com seu parceiro ou parceira, filhos ou outros membros que fazem parte do círculo familiar?

Quando falamos em planejamento financeiro, é importante entender que o alcance de qualquer meta e consequentemente de sua melhor versão requererá foco. Isso porque quando escolhemos um caminho, inevitavelmente abrimos mão de alguns outros, de forma que saber como e se o dinheiro poderá ser gasto deve exigir um esforço de todos os membros da família se assim for necessário. Mas como as pessoas se esforçarão sem saber ao certo o porquê de estarem se esforçando? É o diálogo claro e transparente que fará com que isso aconteça.

Muitas vezes acreditamos que planejamento familiar é falar em números: Quanto dinheiro tem entrado mensalmente? Qual o total em despesas fixas e variáveis? Quanto há em dívidas? Quanto cada membro precisa economizar para comprar um objeto X ou Y. Na LifeAcademy, porém, acreditamos que o ideal, para que um planejamento faça sentido, é que antes de falar em números, a conversa gire em torno de planos de vida. A partir daí, os números podem ser encaixados de forma muito mais concreta, consegue entender?

Qual o seu plano de vida? E o plano de vida de sua família?

Se alguém te perguntasse hoje qual o seu plano de vida, provavelmente você saberia responder ao menos parte dele, mesmo que não saiba como realizá-lo.

Pode ser que sonhe com uma casa na praia, uma viagem ao exterior, adquirir independência financeira em determinada idade, e etc. Mas e os planos de vida dos outros membros da família, você saberia descrever? Sempre costumo ressaltar que apesar dos planos de cada um serem essencialmente individuais, quando falamos em família, é necessário que haja sonhos e objetivos comuns também para que a vida familiar faça sentido. Uma família sem planos comuns, assim como um casal sem planos comuns, inevitavelmente não conseguirá lidar com os desafios mais simples, já que não há razões comuns para a superação destes desafios.

Lembre-se: as pessoas se preocupam com finanças, pois não se ocupam com seu plano de vida

Desta forma, entender o que cada um espera é essencial para que todos se esforcem minimamente em busca de sonhos e planos comuns. Não é raro que alguém tenha que ceder um pouco, assim como é comum que, após definidos os planos, seja necessário reduzir alguns custos, trocar o consumo de uma marca, economizar um pouco mais, e etc. O importante, quando se inicia um hábito de dialogar sobre finanças em casa, é que as relações se tornam mais ricas de maneira geral, pois as pessoas estarão agindo com transparência, e isso tende a se multiplicar por todas as outras áreas da vida comum, não apenas a financeira.

Como dialogar com inteligência

Um diálogo financeiro deve ser realmente um diálogo. Não adianta chamar outros membros da família para conversar sem estar disposto a ouvir, portanto, a primeira sugestão que faço é que a partir do momento em que a conversa franca seja colocada na mesa, todos estejam dispostos a ouvir os sonhos e planos individuais uns dos outros. A partir daí também devem ser expostos os planos comuns, que serão a base para todo o resto.

Comece com os hábitos atuais da família

É importante identificar os hábitos atuais da família e, para isso, colocar no papel um orçamento vai deixar tudo mais claro. Uma planilha comum pode ajudar muito. Qual o estilo de vida que vocês têm hoje? Quanto este estilo de vida está custando? Está valendo a pena ou há algo que deveria ser mudado? Quanto falamos em planos futuros, esta análise passa a fazer mais sentido.

Vamos supor que a família tenha como um plano comum viajar para a Disney em um ano a partir da conversa inicial. É preciso entender quanto precisará ser poupado para que o sonho se realize. Será que alguns hábitos e gastos de agora não poderiam ser mudados para que o dinheiro economizado passe a ser destinado para o cumprimento deste plano?

Não tema abrir mão de algumas coisas

Valerá a pena, por exemplo, ficar um ano sem TV a cabo ou cortar pela metade às idas a restaurantes para que o sonho comum se torne mais próximo dentro da mesma receita que se tem hoje?

Quando traçamos objetivos comuns através do diálogo, e definimos alguns passos práticos para alcançá-los, acabamos forçando mudanças e estabelecendo novas posturas para todos os envolvidos, você entende? Se há um comprometimento mútuo, a vida passa a ser conduzida em sua melhor forma. E mesmo que haja alguns sacrifícios, o que sempre haverá, os objetivos são claros e farão toda a diferença quando a situação não estiver muito fácil.

Se há um comprometimento mútuo, a vida passa a ser conduzida em sua melhor forma

Defina as prioridades

Quando uma família define em conjunto algumas prioridades em seu dia a dia, fica muito fácil enxergar um cenário financeiro que faça sentido hoje e nos meses seguintes. Se a família quer um carro novo, pois o atual já não está servindo adequadamente, cada membro deve ter consciência de que a prioridade, ao menos nos próximos meses, será poupar dinheiro para trocar este carro. Desta forma, fica mais muito mais fácil definir o que poderá ou não ser realizado dentro deste período. Lembre-se que vontades todos podemos ter, mas a realização delas dependerá de esforços concretos e diários, por isso é importante dialogar e priorizar. Esta é a chave para todo sucesso que se queira obter na vida.

Outro ponto importante é que definir planos comuns através de um diálogo familiar transparente não significa ter que abandonar os planos individuais. Para conseguir alcançar sua melhor versão, é preciso que você tenha motivação para se empenhar, e isso significa encontrar um equilíbrio entre os planos comuns e individuais. Isso vale para qualquer membro da família.

Sejam convictos, mas tenham flexibilidade

Pode ser que durante uma conversa franca, o casal chegue à conclusão de que seria maravilhoso passar um ano fora do país apenas estudando por exemplo. Ao mesmo tempo, também concordam que para um dos parceiros não seria viável eliminar totalmente um hábito que lhe faz muito bem mas que custa dinheiro, como a cerveja com os amigos uma vez por semana. O segredo é encontrar um equilíbrio entre as coisas, afinal, concordamos que dinheiro não foi feito para ser acumulado, mas para tornar a vida mais rica de forma geral, certo?

Que tal se a cerveja pudesse continuar existindo, mas a cada 15 dias no lugar de semanalmente? Ou que, em alguns dos encontros, os amigos pudessem se reunir em casa no lugar de algum lugar fora, onde os gastos certamente são maiores? Neste caso, um diálogo franco também ajudará muito. Explicar que terá que rever certos hábitos por conta de planos maiores pode ajudar a ganhar clareza de entendimento não apenas dentro de casa, mas com amigos e pessoas de fora que lhe são importantes. Você percebe como uma conversa transparente pode ajudar de todas as maneiras?

Vamos juntos!

Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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