Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

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Seus investimentos andam sem graça? Não terá sido a primeira, nem será a última vez que vocês vão me ver afirmar que investir por investir não faz o menor sentido. Investir de verdade só se justifica quando o objetivo é o esforço poupador para se realizar algum sonho, daqueles que nós, humildes mortais, não temos bala na agulha para atingir de uma só tacada.

Pense bem: quantas vezes você já se propôs a poupar, a investir, até fez isso por algum tempo, apenas para depois acabar perdendo a motivação e desistindo, ou simplesmente “passando o rodo” no que já foi investido e torrando em uma bobagem qualquer?

Então continue lendo este texto, se quiser ver o seu investimento não perder a graça.

O (bom) conceito de compra parcelada

É ótimo poder comprar parcelado. Só não vale pensar que parcelar é comprar agora, para pagar depois. O bom parcelamento é pagar agora, para comprar depois. Assim, os juros trabalharão a seu favor, e não para enriquecer banqueiro ou o varejo. Mas o mais importante em tudo isso é o sonho. Qualquer investimento que não tiver por objetivo realizar um sonho, atingir uma meta, perde o sentido, e com isso perde também a força de nos mover em direção ao esforço poupador.

Os benefícios de um plano de investimento

Ter claramente um plano de investimento, que contemple o objetivo a ser atingido, seu preço, e o prazo durante o qual nos propomos a plantar, até atingir a época da colheita, nos permite contextualizar o investimento. Só assim, podemos escolher melhor os ativos mais adequados. Nada de aceitar passivamente os “carimbos” que os gerentes de bancos nos impõem após meia dúzia de perguntas, nos classificando como conservadores, moderados ou agressivos. Eu costumo dizer que, para os meus investimentos pessoais. Sou extremamente agressivo. E totalmente conservador. Além de ser muito moderado.

Como montar o seu primeiro plano de investimento

Estabeleça o objetivo

Pode ser que você queira simplesmente fazer de suas próximas férias uma viagem de sonho. Talvez pensar na próxima troca do seu carro. A compra da casa própria, quem sabe? Ou um projeto ainda mais grandioso, como a formação universitária de seus filhos, ou a tão sonhada independência financeira. Todos eles são objetivos válidos. O que não vale é partir para pensamentos simplistas tipo “tudo isso”. Pense em cada objetivo isoladamente. Cada um deles representará um plano de investimento. E não se esqueça de dar nome aos bois: quantifique cada objetivo, estabelecendo quanto custará cada um.

Estabeleça o prazo

Alvos estabelecidos, chegou a hora de determinar a distância de cada alvo. E a distância, nesse caso, é o prazo que considere razoável para a consecução do plano. Seja racional e realista. De nada vai adiantar almejar prazos curtíssimos, pois isso só vai abalar a sua motivação. Mas também não vale jogar tudo para o infinito e além, pois aí, quem vai sofrer é a sua persistência

Monte uma primeira carteira

Ok, você tem objetivos claros e prazos estabelecidos. Então, pronto! Você acabou de dar um contexto definido para os seus investimentos. Chegou a hora de montar a sua carteira de investimentos, através da escolha dos ativos adequados a cada contexto.

Fique atento ao tripé da alocação

Investir de acordo com o contexto significa entender (e usar) bem o tripé da alocação: liquidez, rentabilidade e risco. Esses três elementos andam sempre juntos, mas exercem forças opostas nos seus ativos. Enquanto um puxa para cima, outro pode puxar para baixo. Quanto maior a liquidez de um ativo, mais facilmente você pode resgatá-lo. Mas provavelmente isso custará uma rentabilidade medíocre. Essa rentabilidade pode aumentar, se você escolher ativos de instituições com menos credibilidade, e aí é o risco que vai aumentar também. Ou optar por ativos de longo prazo, mas terá que abrir mão de liquidez.

Resumo da ópera: não dá para ter o melhor dos três mundos ao mesmo tempo. Um ativo com alta rentabilidade, alta liquidez e baixo risco não existe. Quem quer liquidez sem risco, tem que ser conservador. Quem quer rentabilidade alta tem que se expor à volatilidade, ou abrir mão da liquidez (ou as duas coisas).

Use o tripé aplicado ao contexto

Por isso é tão importante contextualizar seus investimentos. Quando temos um objetivo de curtíssimo prazo, a rentabilidade perde importância diante da necessidade de proteção (baixo risco) e disponibilidade de resgate (alta liquidez). Quanto maior o prazo para a consecução do plano, menor a necessidade de liquidez, permitindo a você se expor mais à volatilidade para, assim, buscar maior rentabilidade.

 Cuidado com as armadilhas das “receitas de bolo”

Mas nada de aceitar passivamente os “carimbos” que os gerentes de bancos nos impõem após meia dúzia de perguntas padronizadas, nos classificando genericamente como conservadores, moderados ou agressivos. Eu costumo dizer que, para os meus investimentos pessoais. Sou extremamente agressivo. E totalmente conservador. Além de ser um cara muito moderado. Oi? Sim, porque, quando penso em minha aposentadoria, que ainda demora um bom bocado para chegar, adoto uma postura dinâmica, investindo mensalmente em uma carteira de ações e Títulos da Dívida Pública de longo prazo, corrigidas pela inflação mais juros semestrais. Já para a troca planejada de meu carro, que só vai ocorrer no começo de 2020, comecei a pagar no dia seguinte à última troca, já sou mais moderado, aplicando em Títulos de médio prazo, prefixados e com vencimento daqui a dois anos. E para minhas férias de 2018 (as de 2018 eu  já acabei de pagar), sou muito conservador, pondo meus “boletos” mensais em papeis pós-fixados, atrelados à taxa Selic. Sem falar do IPVA de 2018, que comecei a pagar em janeiro desse ano, e como todo poupador ultraconservador, fui guardando bonitinho na Poupança, mês a mês.

Para seus investimentos não perderem a graça

Mas de tudo isso, o mais importante é ter em mente que quero uma boa aposentadoria, trocar de carro sem me apertar e sem ter que apelar para um financiamento, e enfiar o pé na jaca em minhas férias, na mordomia total, sem remorso na volta. Se você não tiver alvos bem estabelecidos a serem atingidos investir perde toda a graça.

Forte abraço,

Ricardo Schwalfemberg, CFP®, PlanejadorLIFE™ na cidade de São Paulo, SP

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