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Cuidados com cartão de crédito: como não cair em armadilhas?

O cartão de crédito é um recurso muito prático. Quando usado da maneira correta, ele pode ser um grande aliado do planejamento financeiro. Afinal, mesmo que a pessoa leve dinheiro vivo no bolso, com o cartão é possível fazer desde os menores custeios até os pagamentos mais caros que estiverem dentro do limite.

O “dinheiro de plástico” também facilita as compras pela internet e permite um controle completo sobre os gastos, o que pode ser realizado a partir da fatura mensal.

Porém, é preciso saber usar essa ferramenta, que esconde armadilhas muito perigosas. Para ajudar você a se precaver delas, preparamos este post sobre os cuidados com cartão de crédito que você deve tomar.

Preste atenção no limite

Na hora de estabelecer os limites para os cartões de crédito, as administradoras não costumam se preocupar muito com a renda dos clientes. Portanto, não é raro elas definirem limites de crédito em patamares bastante acima daqueles que o dono do cartão conseguiria pagar normalmente.

Portanto, cabe a você cuidar para que as suas despesas sejam pautadas pelo seu rendimento mensal e não pelo limite do cartão. Se esse limite estiver muito além da sua capacidade de pagamento e você não mantiver o controle, poderão surgir grandes problemas.

Eventualmente, diante da necessidade do parcelamento de uma compra maior, você pode até pedir para que a administradora eleve o limite do seu cartão. Porém, só faça isso se tiver certeza de que conseguirá pagar as parcelas em dia e de que elas não pesarão demais no seu orçamento mensal.

Não tenha vários cartões

Obter um cartão de crédito hoje em dia é muito fácil. Com isso, muitas pessoas têm vários ao mesmo tempo, com datas de vencimento em dias diferentes. Essa situação pode criar uma sensação ilusória de facilidade de pagamento que precisa ser combatida.

No lugar da facilidade ao manter vários cartões, você pode criar uma séria dificuldade. Afinal, o seu rendimento permanecerá o mesmo, independentemente do aumento do limite que a soma dos vários cartões proporciona.

Portanto, mesmo que você tenha mais de um cartão, procure fazer as suas despesas de acordo com a mesma filosofia anterior, pautando os gastos pelo seu rendimento e não pelos limites dos cartões.

Evite parcelar as faturas

Desde o último dia 3 de abril, por imposição do Governo Federal, o chamado “crédito rotativo” foi abolido e o consumidor só pode pagar o mínimo da fatura uma única vez. Na próxima fatura ele terá de pagar todo o montante da dívida.

Essa medida evita que os usuários do cartão de crédito caiam nos parcelamentos intermináveis, que dificultavam muito a vida das pessoas que caíam no rotativo.

Em contrapartida, por imposição do Governo Federal, as operadoras de cartão de crédito são obrigadas a apresentar nas faturas as possibilidades de parcelamento que os clientes podem fazer. Esse parcelamento vem com juros menores do que aqueles que eram cobrados no antigo rotativo. Porém, ainda assim eles continuam bastante elevados, beirando os 10% ao mês, com Custo Efetivo Total (CET) ultrapassando os 200% ao ano.

Portanto, o ideal é sempre pagar a fatura toda de uma vez.

Fique de olho no CET

E por falar em CET, vale a pena explicar o que ele representa. O CET é a soma dos juros sobre a dívida com as demais taxas que são cobradas pela administradora do cartão de crédito.

Portanto, os juros aparentemente baixos podem representar apenas uma parcela de um CET maior. Sendo assim, um grande cuidado com cartão de crédito é se informar junto à operadora sobre o valor dos juros que você está pagando e também sobre as demais taxas que são cobradas.

Evite parcelamentos simultâneos

Se não houver a possibilidade de evitar o parcelamento e você tiver mais de um cartão de crédito, procure não acumular pagamentos simultâneos. A somatória das várias parcelas pode se tornar um peso muito elevado, considerando o seu rendimento.

Atente-se para as anuidades e seguros

Muitas operadoras não cobram anuidades nos cartões, mas criam seguros contra roubo ou outros que são incluídos nas faturas mensais. Em outras situações, as operadoras não cobram as anuidades, desde que o cliente utilize o cartão para fazer despesas em um valor mínimo pré-determinado.

Portanto, procure se informar sobre a política da sua operadora com relação às anuidades, buscando entender o custo que elas representam.

Evite pagar boletos com o cartão

É muito comum as operadoras permitirem o pagamento de boletos de cobrança utilizando o cartão de crédito. Essa possibilidade permite que a pessoa tenha um prazo maior para custear as despesas mensais, o que pode até parecer interessante.

Ocorre que para conceder essa facilidade as operadoras cobram uma taxa sobre o valor da conta paga, o que significa que o consumidor que quita outras faturas com o cartão acaba tendo um custo maior dos serviços ou dos produtos que adquiriu.

Sendo assim, prefira pagar suas contas diretamente junto aos bancos, evitando o uso do cartão de crédito para essa finalidade.

Transfira a dívida do cartão

Mesmo com o fim do rotativo, os juros dos cartões de crédito continuam bastante elevados. Eles permanecem acima do que remunera a maior parte dos investimentos existentes no país e só perdem para os juros do cheque especial.

Portanto, o ideal é evitar ao máximo o endividamento com o cartão de crédito. Se em determinado momento você perceber que será necessário fazer o parcelamento da fatura, procure obter um empréstimo para pagar o total da dívida, optando por um parcelamento com juros mais baixos.

Uma boa ideia é recorrer a um familiar, fazendo uma proposta de pagamento de juros equivalente ao da poupança, por exemplo. Caso isso não seja possível, existe também a possibilidade de recorrer aos bancos ou a outras instituições de crédito.

No crédito consignado para aposentados, pensionistas ou para funcionários públicos, o valor anual dos juros costuma ser inferior a 30%. Portanto, bastante abaixo dos 200% cobrados pelos cartões de crédito.

Já os juros do crédito pessoal cobrado pelos bancos giram em torno da média de 5% ao mês, o que já é bastante alto. Porém, ainda assim, esse valor é a metade do que é cobrado mensalmente pelas operadoras de cartão de crédito.

Quem opta por se tornar associado de uma cooperativa de crédito encontra taxas ainda mais atrativas, que chegam a menos da metade dos juros mensais que cobram os bancos. Por isso, um número cada vez maior de pessoas tem recorrido às cooperativas para a obtenção de crédito pessoal, inclusive para pagar as dívidas com o cartão de crédito.

Agora que você já conhece os cuidados com o cartão de crédito que deve ter, que tal compartilhar essas informações com os amigos em suas redes sociais?

Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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