Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Conscientizar os filhos sobre dinheiro, economia e poupança é uma parte importante de toda criação. E a educação financeira para crianças, ao contrário do que se imagina, pode começar bem cedo.

É comum que crianças pequenas — ou até mesmo as bem mais velhas — não tenham a mínima noção do valor do dinheiro e peçam para os pais coisas o tempo inteiro.

Elas não sabem ouvir o “não” e acham que os pais negam comprar determinados presentes por serem ruins. Esse comportamento é, na verdade, um resultado direto da falta de educação financeira.

Se você quer começar a incluir os filhos na vida financeira da família, dando a eles consciência sobre a importância de ter uma reserva, por exemplo, pode começar aplicando os passos que verá neste artigo. Confira!

Comece a educação financeira para crianças cedo

A educação financeira para crianças pode começar desde muito antes de ele aprender a contar. Alguns métodos simples e conhecidos, como dar um porquinho para guardar as moedas, são fundamentais.

Nesse processo, o importante é que você faça seu filho participar diretamente do ato de guardar as moedas que recebe. E isso pode começar logo quando ele tem apenas 3 anos.

Para estimular a consciência financeira, você também pode dizer que aquele dinheiro guardado servirá para comprar um carrinho ou uma boneca nova.

Dê mesada

A partir de determinada idade, seus filhos já podem receber mesada. Uma forma ainda mais eficiente para educação financeira para crianças é dar a mesada parcelada durante as semanas.

Crianças a partir dos 5 ou 6 anos já possuem alguma noção do que é o dinheiro e sabem fazer contas simples. Começar a mesada já nessa idade garante que a criança aprenda um pouco mais sobre o valor do dinheiro.

Além disso, dar uma mesada parcelada durante as semanas do mês ajuda a criança a visualizar a importância de guardar o dinheiro para ter aquilo que ela quer.

Muitas vezes, dar a mesada apenas no início do mês deixa a criança ansiosa e, assim que recebe o dinheiro, ela decide gastar com a primeira coisa que aparecer.

Esse comportamento não é o ideal e pode mais prejudicar a educação financeira da criança do que ajudar.

Pare de dar tudo o que ela pede

Isso, principalmente nos primeiros anos de vida. Quando você dá tudo o que a criança quer, o sentido do valor do dinheiro se perde.

Além disso, é possível que ela aprenda que consegue tudo na base do choro e da malcriação, rendendo algumas cenas desconfortáveis em lojas e shopping, por exemplo.

Se você está empenhado em dar uma educação financeira para crianças, deve fazer a criança entender que precisa juntar o dinheiro da mesada para ter aquela boneca ou jogo que viu na loja.

Ensine a poupar

A partir do momento em que você para de dar tudo o que a criança quer, fica muito mais fácil ensiná-la a importância de poupar. Esse, com certeza, é um dos passos mais fundamentais da educação financeira.

Depois dos 7 ou 8 anos, as crianças já conseguem entender o sentido de ter uma poupança no banco, por exemplo. Você pode estimulá-la a guardar sempre uma parte da mesada que recebeu.

Se ela recebe R$ 50 todos os meses, pode explicar para ela que, guardando R$ 10 por mês, em 1 ano poderá comprar uma bicicleta ou um brinquedo novo.

Recompensar a criança por guardar dinheiro também é uma ótima forma de estimular que ela continue guardando. Alguns pais, por exemplo, oferecem uma quantia de R$ 50 toda vez que a criança consegue juntar R$ 100.

Lembre-se: a ideia, aqui, não é que você mesmo separe os R$ 10 da criança. A iniciativa de separar o dinheiro e guardar precisa vir dela!

Estimule a criança a anotar todos os gastos

Esse passo é um dos mais complicados, mas também faz toda a diferença na educação financeira para crianças.

Assim como os adultos, crianças que não mantêm um controle financeiro podem, simplesmente, acabar não poupando nada no fim do mês porque gastaram tudo.

Compre um caderninho atraente, com o desenho preferido da criança, e ensine-a a anotar tudo o que ela compra. Claro, é fundamental que você também conte para ela a importância de fazer isso e ensine a olhar o caderno sempre.

Você pode explicar, por exemplo, que anotando no caderno os gastos ela pode evitar que não tenha mais dinheiro para comprar lanche e doces no fim do mês.

Mostre a importância de ter objetivos

Na educação financeira para crianças, os objetivos são tão importantes quanto o próprio ato de guardar. Afinal, se você não mostra à criança algumas vantagens de poupar dinheiro, é possível que ela nunca se sinta estimulada a fazê-lo de verdade.

O objetivo, aqui, não é transformar a educação financeira em uma obrigação chata. Por isso, pense com seu filho em objetivos claros para aquele dinheiro que está sendo guardado.

Se ele já tem uma poupança no banco, você pode ensiná-lo a guardar R$ 10 por mês para, depois de 5 meses, poder ir ao parque de diversão preferido dele.

Os objetivos de curto prazo são tão importantes quanto aqueles mais longos, que envolvem 1 ano inteiro guardando dinheiro.

Postergue o cartão de crédito

O erro de muitos pais é dar um cartão de crédito para os filhos, pensando que isso ajudará na educação financeira. Na verdade, prejudica!

Ao contrário do dinheiro, o cartão de crédito não tem um limite muito claro de uso. Além disso, com ele a criança não aprende a poupar e nem consegue manter um controle claro do que está gastando.

Mesmo filhos mais velhos, na adolescência, não devem ser presenteados com o conhecido dinheiro de plástico. Mostrar a importância de poupar dinheiro para eles é tão fundamental quanto mostrar isso para crianças menores.

Entre os 16 e os 18 anos, e ainda antes da faculdade, recomendo ensinar o seu filho a usar o cartão. Se todos os passos anteriores tiverem sido feitos, ele estará melhor preparado para entender os benefícios do planejamento e saberá usar o cartão como um meio de pagamento e não como um instrumento de crédito.

Dê o exemplo

Do que adianta ensinar aos filhos a importância do consumo consciente, se você mesmo gasta compulsivamente? As crianças são mais observadoras do que imaginamos e replicam muitos dos comportamentos dos pais.

Para uma educação financeira para crianças eficiente, o ideal é que você mostre para os filhos que também poupa dinheiro e que compra com cuidado. Em outras palavras, você precisa evitar que ele aprenda erros financeiros em vez de boas práticas.

Falar para eles que está comprando alguma coisa depois de ter juntado dinheiro também é uma forma bacana de ensiná-los a poupar.

Porém, não minta. As mentiras são facilmente desmascaradas, mesmo por crianças, e isso pode minar a confiança que seu filho tem em você.

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Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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