Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Quem decide concorrer a um cargo no serviço público tem os mais variados motivos para fazê-lo. Mas não há como negar que a estabilidade e a segurança, tão propagadas no inconsciente coletivo e cultural brasileiro, têm grande peso nessa decisão.

Abraham Maslow, psicólogo norte-americano de grande fama por seus estudos sobre comportamento humano e motivação, nos ajuda a explicar essa decisão por meio da sua Teoria das Necessidades Humanas (também conhecida como Pirâmide de Maslow). Para ele, nossas necessidades obedecem a uma hierarquia, que vai das mais básicas às mais complexas, a serem conquistadas. Isto significa que, no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu lugar, exigindo sempre busquemos meios e motivações para satisfazê-la.

Estabilidade e Segurança é com Planejamento (e Planejador) Financeiro – Pirâmide de Maslow

As necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável (veja só), um plano de saúde ou um seguro de vida, só são hierarquicamente superiores na pirâmide de Maslow às necessidades básicas, estas vitais para a sobrevivência e que são de ordem biológica. Dentro deste grupo estão necessidades como respirar, comer, dormir e procriar.

Sobre segurança e estabilidade: a realidade

É de fato reconfortante estar seguro que, independentemente da situação econômica do país ou da organização para qual trabalha, o vencimento será pago em dia e que há garantia de estabilidade no emprego. Essa talvez não seja a realidade na iniciativa privada.

O funcionário sabe que pode ser demitido, a qualquer momento, pelos mais variados motivos. Mas quando o servidor assume um cargo público e adquire a estabilidade, isso deixa de ser um problema. E, se ele tem suas necessidades de segurança satisfeitas, tem então motivação para alcançar as demais necessidades (sociais e de auto estima) até chegar ao topo da pirâmide, onde sua auto realização será alcançada, certo?

Ledo engano.

A começar pela falsa ideia de que, por conta do instituto da estabilidade previsto na Constituição Federal, servidor público não poder ser demitido. Não é bem assim que funciona. A própria Carta Magna já prevê quatro hipóteses de perda do cargo:

1.      Sentença judicial transitada em julgado (CF, art. 41, § 1º, I);

2.      Processo administrativo em que seja assegurada a ampla defesa (CF, art. 41, § 1º, II);

3.      Avaliação periódica, na forma da lei (CF, art. 41, § 1º, III); e

4.      Excesso de despesas com pessoal (CF, art. 169).

Dessas quatro hipóteses, conseguimos controlar as três primeiras. De uma maneira simplificada, basta não recebermos uma pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, em crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública, ou por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos; e mantermos a disciplina e o desempenho dentro do esperado.

No entanto, não há como gerenciarmos a administração pública de modo a não exceder os limites de gastos de despesas com pessoal que são calculados em termos percentuais da Receita Corrente Líquida. Ou seja, tanto um aumento de despesas com pessoal quanto uma queda da arrecadação podem fazer com que os limites sejam ultrapassados. E, se isso acontecer, pode a administração, respeitada a legislação, demitir servidores. Nesse caso, portanto, não há estabilidade, tampouco segurança. Ao menos não como imaginamos, no sentido da impossibilidade de demissão.

Um caso real

Vejamos a situação do Estado do Rio de Janeiro. Em estado de calamidade financeira, se encontra incapaz de realizar investimentos, e a população vem sofrendo com a falta e a má prestação de serviços públicos essenciais. Despesas correntes não vêm sendo honradas. Os servidores ativos, os aposentados e os pensionistas, no entanto, acabam sofrendo em dobro. Nesse grupo, há aproximadamente 460.000 pessoas que estão com vencimentos, aposentadorias e pensões em atraso e/ou parcelados sem qualquer tipo reajuste. Esse pessoal está à mercê da crise e inseguros.

Para piorar a situação, recorrem a empréstimos consignados e outros tipos de dívidas menos atrativas para poderem honrar seus compromissos e suprir as suas próprias necessidades básicas e as de suas famílias. Lembra da Pirâmide do Maslow? Pois é, ao invés de andar para a frente em busca de auto realização, ocorre um retrocesso em termos de necessidades e motivações pessoais, o que acaba gerando medo, stress, incertezas e, consequentemente, perda de qualidade de vida.

Há alguns anos, durante a euforia dos anos de preparação para Copa do Mundo e Olimpíadas, ninguém imaginaria que o Rio de Janeiro fosse passar por uma situação como essa. Muitos fatores o levaram a essa situação. Não cabe aqui discuti-los. O que se propõe é uma reflexão sobre o que o servidor público pode fazer para não ser novamente arrastado para tal posição de vulnerabilidade. Ou, ainda melhor, como pode fazer para maximizar seu plano de vida.

Assumo o protagonismo

Em resumo, o Estado não pode oferecer segurança e estabilidade. Pelo menos não ao que se refere ao seu emprego. Isso é algo que criamos em âmbito pessoal e familiar por meio de um planejamento financeiro que se alinha com a construção de um futuro com qualidade de vida.

Nesse sentido, o Planejamento Financeiro Pessoal é um poderoso instrumento para alavancar a sua qualidade de vida e o seu senso de propósito. Ninguém planeja fracassar, mas muitos fracassam por não planejar.

É verdade que alguns aplicativos de finanças pessoais, treinamentos ou livros sobre finanças pessoais podem ajudá-lo a fazer seu próprio Planejamento Financeiro Pessoal. No entanto, se você se pensa que aluguel é dinheiro jogado fora, se precisa de agilidade na tomada de decisões, não tem uma reserva de emergência ou simplesmente sabe que precisa melhorar sua situação financeira atual, mas não sabe por onde começar, é bem provável que você precise de ajuda para fazer o seu Planejamento Financeiro Pessoal.

Procure um Planejador Financeiro. Seja qual for seu projeto de vida, estabilidade e segurança são benefícios dos quais não devemos prescindir.

Autor: Bruno Scott, PlanejadorLIFE™ na cidade do Rio de Janeiro, RJ

POSTS RELACIONADOS



12
dez

É MELHOR FAZER INVESTIMENTOS EM TESOURO DIRETO OU EM TÍTULOS PRIVADOS?

Os investimentos certos podem trazer diversos benefícios para a vida financeira de alguém. Mas depois que alguém decide começar a investir, surge a seguinte incerteza: em quê vale a pena...
Leia Mais
09
nov

Entenda a importância do tempo de qualidade com a família

Com o dia a dia cada vez mais corrido, as pessoas acabam tendo menos tempo para curtir a família. Embora essa seja uma realidade comum, é importante tomar medidas para...
Leia Mais
11
dez

Como ter um ótimo diálogo financeiro dentro de casa

Como anda o diálogo financeiro dentro de sua casa? Você sabia que qualquer planejamento de vida implica diálogo, certo? É muito importante abordarmos esta questão porque, apesar de parecer simples,...
Leia Mais

Conheça os cursos online da Life Academy

Últimos Posts

Ansiedades que um Planejador Financeiro ajuda a resolver
25 de Janeiro de 2018
planejamento financeiro pessoal
Cuidado para o seu investimento não perder a graça
18 de Janeiro de 2018
Planejamento Financeiro Pessoal
Responsabilidade na vida faz bem para você
15 de Janeiro de 2018
Afinal, por que desenvolver a inteligência financeira?
8 de Janeiro de 2018
Principal meta dos brasileiros para 2018 é juntar dinheiro
3 de Janeiro de 2018
Pela sua melhor versão
1 de Janeiro de 2018

CONTEÚDO VIP
Coloque o seu email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do blog!