Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Quando se fala em investimento, a população brasileira pensa imediatamente na caderneta de poupança. Mas existe outra modalidade que está se tornando bastante comum: o tesouro direto.

O tesouro direto nada mais é que uma plataforma de compra e venda de títulos públicos, criada em 2002, com a função de reduzir o custo das aplicações. Esse tipo de investimento está se popularizando devido ao baixo risco e aos rendimentos atrativos.

Além disso, para começar a investir no tesouro direto não é necessário um grande montante. Com apenas R$30 é possível iniciar seus investimentos.

Ficou interessado e quer começar a investir no tesouro direto? Continue a leitura deste artigo e veja o nosso passo a passo!

1. Cadastre-se no site do Tesouro Direto

O primeiro passo para investir no tesouro direto é escolher um agente de custódia, que pode ser um banco ou uma corretora. Na hora de fazer essa escolha, é imprescindível que você analise as taxas de administração da instituição.

Os agentes de custódia são os responsáveis por intermediar suas transações com o tesouro direto e, para isso, podem cobrar uma taxa de administração sobre seus títulos.

Existem diversas instituições financeiras habilitadas. Após analisar todas as opções e realizar sua escolha, é necessário realizar o seu cadastro. Em seguida, você receberá uma senha para o primeiro acesso à área restrita do site do tesouro direto, que deve ser trocada imediatamente.

Depois disso, você já será considerado um investidor habilitado e poderá comprar e vender títulos, além de poder consultar saldos e extratos.

2. Defina seu perfil de investidor

O próximo passo para investir no tesouro direto é definir o seu perfil de investidor, ou seja, a identificação das características financeiras que o investidor está preparado para enfrentar. O risco inerente a cada tipo de investimento é um bom exemplo de característica.

O perfil do investidor será responsável por suas principais escolhas. Ele certamente será essencial para que você tome as decisões corretas, reduzindo as chances de fracasso em seus investimentos. Ao definir o seu perfil de investimento, será possível se preparar, tendo em mente as pretensões de ganho e o sacrifício que terá de fazer para obtê-los.

É válido lembrar que existem alguns pontos que devem ser abordados ao investir no tesouro direto, principalmente no quesito rentabilidade. O próprio site do Governo Federal fornece uma orientação financeira que pode ajudá-lo a definir seu perfil de investidor. Vale a pena dar uma olhada!

3. Escolha os títulos de acordo com o perfil

Agora é o momento para começar a investir. Depois de definir o seu perfil de investidor, é necessário escolher um título. O tesouro direto oferece diferentes tipos de títulos, portanto, você deve saber exatamente o que quer, evitando erros e, consequentemente, prejuízos financeiros.

Podemos dividir os títulos do tesouro direto em 3 tipos:

  • Tesouro Selic;
  • Tesouro IPCA+;
  • Tesouro Prefixado.

Entretanto, existem alguns parâmetros que devem ser avaliados antes de escolher o título que mais se ajusta ao seu perfil. Confira!

Tesouro Selic

É um tipo de título cuja rentabilidade está diretamente ligada à taxa Selic (taxa básica de juros da economia). Dessa maneira, o dinheiro do investidor está protegido das variações nas taxas de juros.

Tesouro IPCA+

Apresenta como principal característica o aumento do poder de compra do dinheiro investido. Em outras palavras, essa modalidade oferece uma rentabilidade real, composta por uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (por meio do Índice geral de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA).

Tesouro Prefixado

A rentabilidade é definida antes de realizar o investimento. Assim, o investidor saberá exatamente o rendimento do dinheiro investido, desde que o mantenha até o vencimento.

É interessante lembrar que os riscos devem ser avaliados. O Tesouro Selic, por exemplo, não oferece risco de prejuízo caso seja vendido antes do vencimento. Em contrapartida, a mesma regra não se aplica às outras modalidades, e você pode ter grandes perdas se vender o Tesouro IPCA+ ou o Tesouro Prefixado antes do vencimento.

4. Compre o título e comece a investir

Após definir o título em que investirá, é hora de comprá-lo! A compra pode ser realizada no próprio site do tesouro direto ou por meio das corretoras, que permitem que você programe suas compras.

A quantidade mínima necessária para realizar o investimento no tesouro direto é de R$30,00, dependendo do título escolhido. A confirmação da compra se dará mediante ao depósito do valor correspondente ao seu investimento na conta da corretora.

O tesouro direto e, algumas corretoras, oferecem ainda uma opção de reinvestimento automático do seu dinheiro, evitando que o investidor tenha que se preocupar com isso.

5. Venda quando chegar a hora

Os títulos públicos possuem liquidez diária, ou seja, o investidor pode vender seus títulos em qualquer dia útil. Então, quando chegar a hora de vender seus títulos, execute a venda. Os títulos vendidos antecipadamente estarão disponíveis na conta da instituição financeira a partir das 13h do dia seguinte à venda.

Os títulos que vencerem, ou seja, aqueles que você não vendeu antes do vencimento, terão seus valores depositados na conta da corretora no dia do pagamento, também a partir das 13h.

Bônus – Organize suas finanças pessoais

Para finalizar o nosso passo a passo de como se investir no tesouro direto, deixamos um bônus para você.

Investidores de sucesso, além de seguirem os passos certos na hora de investir, administram corretamente suas finanças pessoais. Eles trabalham constantemente com a organização do dinheiro, sabendo exatamente quanto e onde gastam seu salário e seus demais ganhos.

Orçamento familiar e o planejamento financeiro são ações imprescindíveis para um bom investidor. Obviamente é necessário compartilhar toda a informação financeira com seu cônjuge, mostrando os objetivos e fazendo a família crescer junto.

Afinal, o rendimento do montante investido pode ser utilizado para o pagamento do financiamento do seu carro ou do seu imóvel. Em outras palavras, os rendimentos serão utilizados para a família prosperar financeiramente e em prol do seu bem-estar.

Além disso, iniciar a educação financeira de seus filhos também pode ser muito importante. Esse tipo de conhecimento será fundamental para a vida adulta deles, fazendo com que não passem pelas mesmas dificuldades que você e seu cônjuge estão enfrentando.

Por último, mas não menos importante, não se esqueça que você é a chave para conquistar o sucesso, o protagonismo e a autonomia financeira. Investir no tesouro direto será só mais um dos passos que você dará rumo à independência financeira.

E aí, gostou do nosso artigo? Deseja aprender mais sobre planejamento financeiro pessoal e familiar? Então aproveite a visita para assinar a nossa newsletter e não perca nenhum dos nossos conteúdos!

Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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