Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

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Quem não sonha em viver a etapa final da vida tranquilo e sem preocupações? Para se tornar um aposentado independente financeiramente, porém, é preciso planejar o futuro desde cedo.

O problema é que o brasileiro não recebe instrução escolar sobre esse assunto. Geralmente, as pessoas costumam pensar na aposentadoria por volta dos 50 ou 60 anos — o que pode ocasionar em danos financeiros irreversíveis.

Esse fato é explicitado em uma pesquisa do Banco Mundial, divulgada este ano. O estudo mostrou que apenas 4% dos brasileiros poupam dinheiro para complementar os ganhos do INSS, um dos piores índices do mundo.

Isso quer dizer que apenas 4 em cada 100 brasileiros se preocupam em ter uma reserva para o futuro. Esse dado é preocupante, visto que o teto de aposentadoria do INSS caiu em torno de 70% em 40 anos, hoje, ele é R$ 4.157,05 — número que pode diminuir ainda mais, devido a crise previdenciária brasileira.

Se você quer entender mais sobre o assunto, continue lendo este post e saiba o que você pode fazer para ter um futuro tranquilo e com qualidade de vida.

Entenda porque é importante pensar na aposentadoria desde cedo

O teto do benefício do INSS é R$ 4.663. No entanto, poucos trabalhadores conseguem chegar a essa faixa de ganho. Mas como ocorre o cálculo da previdência?

Bom, funciona basicamente assim: o INSS pega os seus últimos salários em um período de 20 anos, separa os 200 mais altos, e faz a média. O detalhe é que, mesmo que você ganhe R$10 mil, R$20 mil ou R$50 mil por mês, por exemplo, você sempre vai contribuir em cima do valor do teto.

Por isso, o ideal é que o contribuinte pense em formas de complementar o valor oferecido pelo INSS cerca de 20 anos antes de se aposentar. Desse modo, ele garantirá uma velhice com mais qualidade de vida e tranquilidade.

Veja como funciona a previdência privada

A previdência privada é um sistema de acúmulo de recursos que não está ligada ao INSS, sendo considerada uma forma complementar de aposentadoria. É importante destacar que todo o setor de aposentadoria privada é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), pertencente ao governo federal.

Antes de escolher a quantia a ser investida, é importante levar em consideração alguns fatores. O ideal é que a renda futura seja por volta de 70% do valor ganhado atualmente, considerando que bens estarão quitados e filhos crescidos, por exemplo.

O fato é que não existe uma fórmula: é preciso levar em consideração o perfil da família e os objetivos de vida do contribuinte a fim de escolher os melhores investimentos.

Além disso, a disciplina é outro fator importante. O poupante deve ter em mente que ele deverá realizar contribuições mensais, sem falhas. Nesse sentido, é importante que todos os membros familiares entendam a importância desse investimento.

Conheça os planos existentes

Em 2016, o número de pessoas que aderiram à aposentadoria privada subiu 19,9%. O aumento pode ser explicado devido a crise financeira do INSS, que tem preocupado muitos trabalhadores.

Antes de contratar um plano, você deve conhecer exatamente todas as opções de investimento disponíveis no mercado, assim como suas vantagens e desvantagens. Somente com uma boa pesquisa será possível fazer a escolha certa.

Atualmente, o mercado oferece dois tipos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A escolha vai depender da forma como você faz a declaração do Imposto de Renda.

De maneira geral, quem faz a declaração do IR pelo modelo completo é beneficiado pelo PGBL, que permite que 12% das contribuições anuais sejam abatidas no imposto. Já os contribuintes que declaram o IR de maneira simplificada, o plano indicado é o VGBL.

A seguir, conheça os detalhes sobre cada um deles.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

O PGBL é indicado para pessoas que fazem a declaração completa do IR e contribuem para a Previdência Social. Aqui, os valores depositados podem ser descontados no imposto, desde que não ultrapassem os 12% da renda bruta anual.

No entanto, quando sacar o dinheiro, o imposto será referente ao total que havia no fundo. Antes de contratar o serviço, é essencial ficar atento se as taxas cobradas (de carregamento e administração) não consomem boa parte do valor investido. Tenha cautela e analise se a aplicação será verdadeiramente vantajosa.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

A diferença do VGBL em relação ao anterior é que este não pode ser abatido no Imposto de Renda. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto cobrado é referente ao rendimento que o trabalhador obteve.

Por exemplo, se o total do fundo de previdência tiver um valor de R$500 mil, mas o rendimento for apenas de R$200, o imposto cobrado será em cima dessa última quantia. O plano é indicado para pessoas que fazem a declaração simplificada do IR ou que são isentas a ele. Assim como no PGBL, o contratante deve ficar atento às taxas.

Saiba quais são as vantagens e desvantagens da aposentadoria privada

Os fundos de previdência privada possuem características próprias em relação aos investimentos comuns. Antes de contratar o seu, é preciso ficar extremamente atento a alguns detalhes, como taxas e simulações.

Vantagens

Obviamente, investir em um investimento privado lhe trará vantagens. Uma deles é a possibilidade de escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita. Além disso, é possível optar se a renda recebida será por determinado período ou vitalícia. Os contratantes também poderão determinar que os filhos ou esposo (a) continuem recebendo a renda depois de um possível falecimento.

Desvantagens

A grande desvantagem dos planos de previdência privada são as taxas — de administração e carregamento. A maioria dos planos de aporte inicial baixo cobra um valor muito alto por elas. O ideal, portanto, é juntar o seu dinheiro para investir em fundos de aporte inicial maior. Mas, mesmo assim, o contribuinte deve ficar atento.

Outro cuidado que os contratantes devem ter é em relação às simulações. Para ganhar o cliente, alguns gerentes ou agentes de investimentos podem realizar simulações não reais. É essencial que a rentabilidade média usada para simular quanto você vai ganhar leve em conta a inflação do período e incorpore o patamar de juros mais baixo.

Desconfie de rentabilidades médias de 8% ao ano, por exemplo. O mais indicado é realizar a simulação utilizando a rentabilidade real, acima da inflação, que pode ser algo como 2% ou 3% ao ano.

Antes de fechar qualquer negócio, é muito importante consultar um planejador financeiro. Ele é quem vai analisar o seu perfil e te indicar os melhores investimentos.

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Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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