Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

O problema está na estrutura.

A maioria dos programas de educação financeira e/ou bem-estar financeiro são projetados para facilitar a entrega operacional dentro de uma organização, não para a formação de hábitos. 

São treinamentos baseados em eventos palestras ou workshops, que ocorrem durante um ou dois dias.

Em eventos deste tipo você aumentará o conhecimento.

Colaboradores aprenderão alguns insights importantes e sairão empolgados para rapidamente implementar os 5-10 novos aprendizados em sua vida financeira pessoal.

E?…

E só…

Porque palestras não funcionam

Quem aqui já não esteve em uma palestra muito boa, com dicas práticas, conhecimento útil e que saiu empolgado em implementar o que aprendeu “hoje mesmo”… Em Educação Financeira, além deste sentimento, muitos ponderam… “Como queria que meu cônjuge estivesse aqui…”

E chega o dia seguinte, os próximos 3 dias, a semana seguinte, o próximo mês… E…

Inevitavelmente seus colaboradores não colocarão todo este novo aprendizado em ação.

Depois de duas ou três semanas podem se lembrar do conceito (o “o quê” foi dito), mas não conseguirão implementar a ideia (o como do o que foi dito), e terá sorte se reterem até dois dos dez pontos-chave do treinamento. 

Algumas empresas já perceberam esta característica inerente as palestras (independente do palestrante) e partiram para a realização de workshops.

Será que funcionam melhor?

Porque (apenas) workshops não funcionam

Já li em diversas pesquisas que adultos normalmente retêm apenas 10% do que ouvem em sala de aula (mesmo naquelas com decoração cool e puffs… Não podem faltar os puffs)

Reunir todos os principais aprendizados em um longo treinamento (aka workshop) faz sentido logístico, mas restringe muito a retenção do aprendizado.

Um verdadeiro treinamento em educação financeira visa dar novas habilidades aos participantes – ajudá-los a mudar seus comportamentos para deixarem de serem escravos do dinheiro e passarem a serem protagonistas de suas vidas

É menos sobre o “o quê” fazer e o “como” realizar e mais (muito mais) sobre o porque das coisas. 

É uma mudança de perspectiva

Simplesmente aprender o que fazer no decorrer de um a dois dias não leva a uma atuação diferente no longo prazo.

Não basta informar algo novo. É preciso que haja a formação de novos hábitos.

Muita informação pode ser, inclusive, perigoso. Como já desenvolvi neste outro texto:

Como a formação de hábito funciona em nossos cérebros

A formação de hábitos não acontece “per se”. Nossos cérebros não estão preparados para adotar um novo hábito tão rapidamente. Não importa quão boa e envolvente seja a apresentação, a formação de hábitos leva tempo. 

Darei um exemplo a partir do elemento fundamental e amplamente ignorado da educação financeira: O orçamento.

A formação de hábito ocorre quando uma nova ação, como a habilidade de orçar corretamente e manter-se dentro do orçamento, é praticada repetidas vezes.

Cada vez que criamos um orçamento e ativamente (não de forma automatizada) gerenciamos nossos gastos pessoais e familiares, os neurônios em nossos cérebro estão disparando e criando um novo caminho neural. 

Quanto mais praticamos, mais forte se torna o caminho neural e torna-se mais fácil sermos aderente ao planejado/orçado.

O caminho neural para a a elaboração de um orçamento que funcione pode ser criado ou redescoberto em uma sessão (palestra ou workshop), mas para que o caminho seja fortalecido (aka formado), precisamos praticar deliberadamente. 

Como desenvolver o caminho neural

Fazer uma planilha em um workshop é um caminho seguro para começar, mas não chega sequer perto de fortalecer o hábito. 

Para aprender de forma eficaz, precisamos levar o orçamento, ou seja, a vida financeira, para o cenário da vida real. 

Somente quando aplicado no mundo real, ou seja, mês após mês é que criamos o feedback necessário para validar, adaptar e ajustar o modelo mental, hábitos de consumo, saúde financeira e tudo que se relaciona à isso na vida do colaborador com reflexos imediatos no ambiente de trabalho.

Muitas vezes, a prática do mundo real não vai como planejado. Algo dará errado. É como tentar andar de bicicleta pela primeira vez – você vai cair. 

Precisamos refletir sobre o que deu errado, o que poderia ser melhorado e como podemos nos adaptar para aprender um novo hábito.

E isso leva tempo, dedicação e alguma dose de desconforto…

Se você, profissional de RH, está empenhado em desafiar o status quo, alcançar resultados e oferecer aos seus colaboradores ferramentas e habilidades para fazer a transição do vitimismo financeiro para o protagonismo de vida, aqui está um processo que funciona.

Fase 1: Aprendizado

É aqui que o treinamento em uma nova habilidade é entregue a um grupo de colaboradores. 

Colaboradores aprendem as habilidades, bem como porque elas são valiosas e como elas podem, teoricamente, ser aplicadas em suas vidas. 

É onde a maioria dos programas de educação financeira gasta 90% do seu tempo, infelizmente.

Recomendo gastar apenas 20% de qualquer programa (refiro-me a recursos financeiros e tempo) nesta fase de ensino ou construção de conhecimento. 

Simplesmente não é tão crucial quanto à aplicação do aprendizado.

Fase 2: Aplicação

É nessa fase que os colaboradores aplicam o que aprenderam e praticam novos hábitos. Em Educação Financeira isso acontece apenas no mundo real.

Tomar decisões de consumo, avaliar a adequação de um gasto frente ao projeto de vida, conversar com gerentes de banco, agentes autônomos de investimento, advogados, consultores, planejadores e fazer as verdadeiras perguntas, só acontece no mundo real.

É fundamental ter um programa de educação financeira que permita aos colaboradores praticar a nova habilidade aprendida imediatamente. 

Para isso você precisa de parceiros/empresas de educação financeira que tenham meios de acompanhar seus colaboradores (cursos online, calls/webinars semanais, oficinas de atendimento 1-1 na empresa, ou fora dela, atendimentos individuais em escala e com padrão metodológico de atendimento) na prática real de decisões, escolhas e construção de renovados hábitos financeiros.

Idealmente, você gastará de 70 a 90% de seus recursos/budget na aplicação desta nova habilidade e na reflexão de como ela pode ser melhorada. Ao fazer isso, você está ativando o caminho neural e fortalecendo-o.

Fase 3: Reflexão

A reflexão inclui a realização de um breve encontro com os colaboradores para refletir sobre o que funcionou bem e o que poderia ser feito melhor.

A fase de reflexão serve a dois propósitos. 

O primeiro é responsabilizar o colaborador por completar o dever de casa, a aplicação prática, o fortalecimento neural do novo hábito.

Em segundo lugar, permite que os colaboradores avaliem como fizeram e como podem aplicar melhor as novas habilidades em suas vidas financeiras e na construção de novos hábitos como um todo. 

Para concluir e alinhar a expectativa

Colaboradores provavelmente não aperfeiçoarão suas vidas financeiras “da noite para o dia”

É fundamental ressaltar que a adoção de saudáveis hábitos financeiros é um processo de aprendizado longo e que, quando feito de forma prática e com apoio especializado, geram resultados tangíveis em toda a organização.

A mudança de hábitos requer comprometimento da sua organização.

O modelo Aprender-Praticar-Refletir é projetado para fazer com que seus colaboradores pratiquem habilidades e as coloquem em prática. 

Quanto mais rápido e mais frequentemente um colaborador poder aprender, praticar em uma situação da vida real e ter um ambiente seguro para refletir sobre sua prática, mais rapidamente uma nova habilidade se torna um hábito.

Se você é um profissional de RH, já deve ter percebido que o assunto planejamento financeiro pessoal / bem-estar financeiro / educação financeira é relevante para a sua organização.

A educação financeira dá às pessoas o poder de gerenciar seus recursos de forma mais eficiente e tomar melhores decisões. Investir em educação financeira no ambiente de trabalho é atacar diretamente a maior fonte de stress dos trabalhadores.

Mas não adianta em nada fazer isso com palestras e workshops. 

Você sabe disso. Já gastou dinheiro demais com isso.

Que tal conhecer um programa de educação financeira pensado por quem trabalha com famílias no ensino, na prática e na constante reflexão a mais de 12 anos?

Não deixe de conhecer este site e simular o impacto da falta de educação financeira para sua empresa.

LifeAcademy está focada em desenvolver programas de educação financeira com empresas que já se cansaram do “mais do mesmo e o mesmo de sempre” na arena de palestras e workshops.

Entre em contato.

Temos uma equipe de planejadores pronta para lhe ajudar a construir um programa que funcione, que tenha RoI e principalmente RoL – Returno on Life.

Para refletir e praticar:

1) Palestras e workshops são legais para abrir a nossa mente para um novo tema ou para reformar nossos conceitos sobre algo já conhecido… E além disso, para que servem?

2) Os treinamentos que você tem estruturado como alguém que lidera e atua no desenvolvimento de pessoas, são feitos como são pois “é a estrutura que sempre existiu” ou há uma agenda mais madura do que isso?

3) A sua empresa seria uma empresa melhor se as pessoas tivessem uma relação mais madura e eficaz com o dinheiro? Você, como líder, tem alguma responsabilidade neste contexto?

Com carinho,

André Novaes, CFP®

Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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