Aprenda a tomar decisões sobre o seu dinheiro.

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COMO APROVEITAR O DIA INTERNACIONAL DO CONSUMO

Todo dia 15/Mar celebramos o dia mundial do consumidor.

Você sabe que dia é este e para que ele serve?

Este dia foi criado em 1962 pelo presidente dos Estados Unidos John Kennedy, como uma forma de dar proteção aos interesses dos consumidores americanos.

O presidente norte-americano ofereceu quatro direitos fundamentais aos consumidores:

(1) Direito à segurança (2) Direito à informação (3) Direito à escolha (4) Direito à ser ouvido

Depois de 23 anos da ação de Kennedy, em 1985, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou o dia 15 de março como o Dia Mundial do Consumidor, dando legitimidade e reconhecimento internacional para a data criada por Kennedy.

Hoje, o dia internacional do consumidor me parece bastante distante do originalmente proposto e isso me fez lembrar um artigo que escrevi há 5 anos atrás.

Neste artigo eu desenvolvi a seguinte  indagação: Por que as pessoas compram?

Segue o texto:

O Você 2.0, criado pela LIFE Finanças Pessoais, é um movimento que ajuda as pessoas a criarem um Plano de Vida colocando as finanças pessoais a serviço deste plano de vida.

É uma agenda ampla que começa com um processo continuado de auto conhecimento, passa pela formalização de objetivos de vida, por orçamentos, fluxo de caixa, planos de investimento, educação financeira e também pelo consumo, ou seja, somos uma empresa que contempla o consumo (como não poderia deixar de ser…) mas alem de contemplar o famoso verbo comprar, também o apoiamos… agora… apoiamos com a nossa própria e madura agenda do consumo consciente e planejado, justamente aquele que lhe agrega qualidade de vida, e é sobre isso que escrevo neste artigo.

O consumo é vilão?

Muitas vezes o consumo é colocado no fórum das finanças pessoais como algo negativo, como o vilão de um planejamento financeiro. Como sabem, somos certeiros e diretos em nossas posições e não acreditamos nesta qualificação para o consumo. Consumir é bom, é importante e pode ser saudável.

Reparem que uso a expressão “pode ser saudável”, como algo condicional mesmo. Tanto pode, quanto não pode, ou seja: depende! E esta dependência é o centro da tese que defenderei neste artigo.

E vamos começar refletindo no porque as pessoas consomem. Eu enxergo 5 principais motivos e, por hora, eu não os qualificarei como motivos bons ou ruins, apenas apresentarei a idéia livre de julgamento. Vamos lá: pessoas compram:

1) Por necessidade.

2) Para satisfazer uma vontade.

3) Para se satisfazer. (PONTO!)

4) Para impressionar os outros.

5) Para a projeção do ser através do ter.

Se eu te perguntar, dos 5 motivos que listei, quais fazem parte de uma agenda positiva, madura e consciente de consumo, quais você escolheria? Vou repetir os 5 motivos:

1) Por necessidade.

2) Para satisfazer uma vontade.

3) Para se satisfazer. (PONTO!)

4) Para impressionar os outros.

5) Para a projeção do ser através do ter.

Eu creio que concordaremos em pelo menos um dos motivos. Em um outro, lhe garanto: vou lhe surpreender.

A compra por necessidade

Sem sombra de dúvidas a compra por necessidade faz parte de uma agenda positiva de consumo. Neste item concordamos 100%.

Precisamos consumir algumas coisas, compra-las de alguém ou em algum lugar, uma vez que, na sociedade secular, capitalista e de mercado em que vivemos, muitos de nós não mais produzimos aquilo que essencialmente precisamos.

Isso faz parte do nosso jogo e, quando restringimos as nossas compras apenas aquilo que necessitamos, minimizamos seriamente a chance de algum problema financeiro… mas, como disse, isso é uma restrição.

Para satisfazer uma vontade

Isso me leva ao segundo ponto: o fato de que muitas vezes compramos para satisfazer uma vontade e este é o item da lista em que talvez você se surpreenda com a minha colocação, pois eu creio que satisfazer uma vontade também tem tudo para ser qualificado como uma agenda positiva, madura e consciente de consumo.

Comprar por desejo também pode (e deve) estar contemplado em seu planejamento financeiro!!

Muitas vezes o tempero da vida está em satisfazermos algumas destas vontades. Muitas vezes são estes desejos e anseios que nos levam a inovar, pensar fora da caixa e nos desafiar a sair do marasmo.

Mas atenção! Há um colateral para esta agenda mais livre e esta consequência reside justamente quando este consumo por desejo acontece deslocado de um contexto que pertence ao seu Plano de Vida.

O que quero dizer com isso: um Plano de Vida não recai apenas sobre o consumo, é bem mais amplo do que isso. Consumir é uma agenda que pertence ao presente: sempre consumimos ou tomamos uma decisão de consumo “no hoje”, “no agora”. A decisão é inerente ao presente… Mas o processo de decisão, não!

Este possui uma dinâmica que congrega 3 elementos básicos: o presente, o passado e também o futuro.

Quando a decisão por consumir por vontade é tomada apenas com a agenda do presente, geralmente o resultado é desastroso e o desastre atende pelo nome de arrependimento.

Quando ampliamos a agenda, e enxergamos a decisão do consumo por vontade no contexto do nosso Plano de Vida, com as prováveis demandas do passado que precisamos honrar (como: financiamento de um automóvel, da residência e outros financiamentos), junto com as demandas do futuro, como a educação de nossos filhos e a nossa aposentadoria, a compra ou quitação da casa própria, uma viagem … O resultado tende a ser uma benção, pois você sabe que não gastou naquela vontade um dinheiro que estava destinado para a construção do seu futuro ou para a honra de seu passado. Tudo foi contemplado, havia espaço e o consumo por vontade encontrou o terreno positivo, maduro e consciente para ser realizado.

O resultado tende a ser uma benção, pois você sabe que não gastou naquela vontade um dinheiro que estava destinado para a construção do seu futuro ou para a honra de seu passado.

Para simplificar: Não devemos fazer do consumo por vontade mais um elemento de nossa terceirização de responsabilidades: “oh, o problema são as vontades que eu tenho… mas também quem não as tem”… Frases do tipo geralmente vem acompanhadas da famosa colocação: “Eu merecia… Trabalho tanto…”

Aceitemos e trabalhemos com o que é real: todos temos vontades. Isso é inevitável e é positivo, como já disse. O que não temos, e deveríamos ter, para fazer do inevitável algo edificante é uma agenda maior e esta agenda chama-se: Plano de Vida, com o presente, o passado e o futuro devidamente contemplados.

Vamos continuar!

Dos 5 motivos do porque pessoas compram, os 2 primeiros são positivos, agora você percebeu que o terceiro motivo é muito parecido com o segundo. Vou repetir os 5 motivos:

1) Por necessidade. Ok, este é positivo e concordamos com isso.

2) Para satisfazer uma vontade. Este também é positivo e espero ter apresentado a agenda que o torna válido.

3) Para se satisfazer. (PONTO!). Parece com o segundo motivo… Mas não é!

4) Para impressionar os outros.

5) Para a projeção do ser através do ter.

Para se satisfazer

Daqui a pouco chego nos dois últimos. Agora, o terceiro: pessoas compram para se satisfazerem… E ai: Isso é positivo ou negativo? Veja bem. Não é para satisfazer uma vontade, é para se satisfazerem… É o tipo de consumo que busca preencher um vazio interior que produto ou serviço algum conseguem. É o hedonismo no consumo.

A satisfação aqui tem a ver com a realização, ou seja, pessoas consomem buscando se realizar e sabemos que qualquer coisa criada pelo homem (produtos e serviços) é por demais vazio para tal relevante missão. O grupo Titãs mostra isso em uma de suas músicas. A música chama-se “Comida” e o seu refrão diz:

Comida é pasto

Bebida é água

Você tem sede de que?

Você tem fome de que?

É uma música que nos gera um sentimento de desespero.

Consumimos, consumimos e consumimos… E continuamos com sede e com fome.. Por que? Pois o ter não preenche o SER.

Pois o ter não preenche o SER.

A realização não esta no consumo, não está naquilo que temos, mas reside naquilo que escolhemos ser. E a parte mais importante desta frase é o “escolhermos ser”. Adversidades são inevitáveis, mas a nossa crença e atitude frente as adversidades são fundamentais para o que somos, para como nos sentimos realizados… E este tal de “escolher ser” é uma boa agenda para um outro artigo.

Então, concluindo este terceiro ponto. Não devemos consumir para nos satisfazer pois satisfação tem a ver com realização e realização não reside no que temos, mas sim no que somos… E isso se relaciona com os dois últimos itens da minha lista: pessoas consomem para impressionar os outros e pessoas consomem para a projeção do ser através do ter.

Para impressionar os outros + para a projeção do ser através do ter.

O impressionar os outros tem a ver com a auto-estima e está intimamente ligado com o ser através do ter, então escrevo sobre estes dois itens finais como algo interligado.

Todos conhecemos pessoas que têm aquilo que não precisam com o dinheiro que não possuem para impressionar pessoas que não gostam.

Uma vida orientada a imagem é uma vida opressora, na qual o protagonista se faz vítima rapidamente e muitas vezes, sem perceber, e na sede de ter tudo, acaba por se perder.

E este processo de se perder acontece quando você passa a não ter mais as coisas que acha que possui, mas estas coisas passam a te ter.

Exemplos: não é mais a mulher que possui aquela casa dos sonhos e aquele guarda-roupa cinematográfico, mas é a casa e o guarda-roupa que possuem esta mulher… Há também aquele homem que acha que tem aquele carro último modelo financiado a 60 meses… Quando na verdade é o carro que tem o homem… na obsessão opressora de uma vida que não existe sem o tal belo carro.

Pessoal, consumir é bom!

É bom para você e é bom para a sociedade pois move a economia, cria empregos e desenvolve nações, agora, como tudo na vida, este é mais um ponto que deve ser analisado sempre através da perspectiva que está em seu Plano de Vida, da maturidade e das escolhas que fazemos para crescer.

Consuma, mas sem ser consumido pelo consumo!

Gostou deste artigo e deseja celebrar o consumo sendo um consumidor melhor? Acesse este link e conheça mais sobre como posso lhe ajudar a comprar mais e a comprar melhor, muito melhor!

Sobre o Autor

André Novaes é empreendedor formado em administração de empresas. Acumula experiência no varejo e mercado financeiro, tendo atuado em empresas como 3M do Brasil, Credit Suisse Hedging Griffo, e Prudential do Brasil. Como empreendedor, a sua jornada começou em 1998, quando montou a sua 1ª empresa, um site de internet que posteriormente foi vendido em 2000. Especialista em planejamento de vida, proteção financeira e investimentos dinâmicos, atua como pesquisador e planejador, professor e palestrante, com a missão de conduzir as pessoas e famílias brasileiras à auto- gestão responsável de sua vida e finanças, reconduzindo a família ao centro do planejamento de vida. Em 2007, André Novaes fundou e atua como CEO da LifeFP™. Em 2016 escreveu o manifesto “Uma Nação em Sua Melhor Versão” e criou a LIFE Academy como a plataforma que planejará a vida milhões de brasileiros e transformará a relação das pessoas com o dinheiro.

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